terça-feira, 15 de novembro de 2011

Olhei no espelho fitando minha face, mais pálida, mais magra, sem vida, sem cor, sem propósito. Não era sempre que me fitava assim, era apenas depois que você aparecia e eu pensava se ia ou se ficava, se partia ou chorava, se ainda assim, ainda agora, amava.
Sempre abria na mesma página, fitava o mesmo espelho, via o mesmo filme e ouvia a mesma música. E o tempo passa, passou, passará! Ainda abro a mesma página, olho o mesmo espelho, vejo o mesmo filme e ouço a mesma música, e sinto falta. Indefinida saudade, sem propósito, nem solução.
Tantas estradas, sonhos, vontades, sentidos e solidão numa quase-companhia, num quase-sonho, num quase-amor. Gostaria que de ser, gostaria que fosse, será que será? O que será que será?! O que será? Será? Seria?
Deito na cama, olho da mesma janela tudo que passa por meus pensamentos. Sabe que, alma de sentidor pensa mais também? Pensa, sente, repensa, sente de novo, só não encontra solução.

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