terça-feira, 29 de novembro de 2011

Afago

Como quem escreveria uma carta
Faço a ti, poesia
A qualquer hora, a qualquer dia
A cada instante tua imagem
se perpetua em minha cabeça.

Maldita seja a saudade!
Saudade que não tem sequer bondade
Rasteja nossas mentes feito arame farpado
Dói n'alma feito temporária ausência
Mesmo que fora, mesmo que seja.

Ponho-me a esperar-te
No portão, na janela, na calçada
Tu vens com seus afagos
E eu com meu violão
Numa unânime canção.

Permita-me fitar teu rosto
Como quem lê mil vezes a poesia
[ preferida ]
Como quem vê uma obra de arte
Como quem admira o sorriso da
[ manhã. ]

Até as estrelas no céu
Remetem um longo véu
Véu de sonhos
Véu de paixão
Esta, de forma alguma, ilusão.

Sentimento intenso como a lua
Forte como um raio de sol
Natural como o vento em minha face
Necessário como o ar
Traz-me forças feito a terra...

Doçura melhor na vida não há
Do que contigo estar
Por entre as folhas secas no chão
Por entre o simples ato de amar.

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